O Conselho Nacional de Assistência Social – CNAS aprovou nota de repúdio contra a suspensão do reajuste dos benefícios previstos para 2017 do Programa Bolsa Família – PBF. A nota foi aprovada durante a 256ª Reunião Ordinária do CNAS, no dia 20 de julho.

Inicialmente anunciado pelo governo para vigorar a partir do mês de julho, o reajuste de 4,6%, correspondente à inflação acumulada desde o último reajuste mais 1% de ganho real, foi suspenso em decorrência de preocupações da área econômica com o atingimento da meta fiscal.

De acordo com a vice-presidente do CNAS, Rosângela Santos, beneficiária do Programa, as famílias já estavam na expectativa da concretização do reajuste anunciado, “a expectativa criada em torno da possibilidade do reajuste para as famílias habilitadas gerou esperança na melhoria da renda, ao suspendê-lo promoveu-se o aumento da insegurança em relação ao já tênue momento econômico e social no qual passa o país.”

O programa é considerado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada – IPEA o responsável por 15% a 20% da redução da desigualdade de renda no Brasil e também impulsionou a diminuição na taxa da extrema pobreza entre 2001 e 2011, todas essas informações são documentadas no livro Programa Bolsa Família – uma década de inclusão e cidadania.

A Nota será enviada para a Presidência da República, com cópia para a Casa Civil e para os Ministérios do Desenvolvimento Social, da Fazenda e do Planejamento, com objetivo de manifestar a insatisfação do Conselho Nacional referente à suspensão do reajuste e solicitar a concessão imediata do reajuste.

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